Quem Somos?

 

O nome STAGIO surgiu das descobertas de Jean Piaget, importante estudioso do conhecimento humano. Seu trabalho revolucionou o conceito de educação, ao fornecer a base para o construtivismo, uma concepção filosófica e metodológica que tem influenciado educadores e estudiosos das ciências humanas. Piaget acreditava que o conhecimento da criança evoluía através de “estágios” de desenvolvimento. Inicialmente, o nome pensando foi “STAGGIO”, em italiano, e, posteriormente, foi escolhido “STAGIO” pela sonoridade e leveza visual.

 

STAGIO foi inaugurado em setembro de 1980, localizado à Rua Maurício Jacquey, em uma pequena casa em Rudge Ramos. Idealizado através da união das psicólogas e amigas Marcia Penteriche Menucelli (nossa Diretora e Mantenedora até os dias de hoje) e Sônia Maria Martins, o Colégio Stagio atendia apenas crianças pequenas, até os 3 anos de idade.

 

Gradativamente a estrutura do Colégio foi sendo ampliada para atender todas as faixas etárias da Educação Infantil. Em 1993, iniciamos o Ensino Fundamental e a escola passou a ocupar dois imóveis da mesma Rua Maurício Jacquey. Em 1997, iniciamos a construção do nosso prédio atual com o suporte financeiro do Dr. Roque Menucelli Junior, marido da nossa Diretora Marcia.

 

Em 1999, mudamos para nosso prédio localizado à Rua Quatorze de Julho e também iniciamos com o Ensino Médio.

 

Em 2013 nos tornamos pioneiros no trabalho com o uso de tecnologias em sala de aula, desenvolvendo nossa própria estrutura, metodologia e formação de professores com foco nesta didática pedagógica inovadora.

 

 

Filosofia da Escola

 

Historicamente, podemos observar, analisando o ensino da maioria dos países neste século, que a função fundamental que a sociedade tem atribuído à escola tem sido, basicamente, a de transmitir cultura de uma geração à outra. Até há algumas décadas atrás, a ênfase do ensino estava centrada nos conteúdos relacionados ao conhecimento dos fatos, datas, nomes, acontecimentos, situações que eram avaliados pela reprodução literal, não sendo necessária a compreensão, e sim, a memorização. Esse tipo de conteúdo estava associado à abordagem mais aparente do, vulgarmente chamado “homem culto” e era objeto da maioria das provas e concursos. Mesmo nos dias atuais, existe a tendência a valorizar, em seu currículo, somente aspectos cognitivos, deixando para segundo plano o trabalho com valores, atitudes e discussões das normas sociais.

 

A nossa visão de educação pressupõe uma formação multidimensional que abrange o homem em sua totalidade e que tem, como objetivo, a humanização e a descoberta de si mesmo. Faz parte integrante desse objetivo, o desenvolvimento das múltiplas potencialidades de cada indivíduo, para que possa se auto -realizar, exercer sua condição de cidadão a ser uma pessoa consciente a serviço da comunidade e de seu país.

 

A escola deve ter claro para si, para os alunos e suas famílias, os princípios que adota e integrar o corpo de educadores, o currículo e as atividades disciplinares e extra curriculares, dentre estes objetivos mais amplos. Valores como solidariedade, respeito mútuo, cooperação, liberdade, e democracia devem permear todas as atividades e relacionamentos dentro e fora da escola. Só assim se poderá ter a esperança de uma sociedade mais justa e equilibrada, mais responsável e equilibrada.

 

Em relação à formação intelectual, temos de ensinar “o aluno a aprender”, a ser independente e criativo nesse progresso, não podendo esquecer que, devido aos constantes avanços tecnológicos, muitos conhecimentos se tornam obsoletos rapidamente, o que exigirá um aprendizado constante, por parte dos alunos e dos professores.

 

Até a década de 80, as escolas eram tidas como local de instrução definitiva (como na época em que foram criadas) e o educador não precisava revisar seus conhecimentos após formar-se. Hoje, o estudante que termina o período escolar formal deve estar consciente da necessidade de atualização constante, sob o risco de se ver defasado em poucos anos de formado, precisando adotar o hábito de aprendizado permanente para, assim, continuar sendo capaz de acompanhar as transformações do mundo.

 

Cabe à escola, dotar seus alunos de uma base sólida, a partir da qual eles possam estar capacitados a adquirir novos conhecimentos e estimulados para a pesquisa, investigação e pelo saber em profundidade. Outra função essencial é o estímulo do espírito crítico, de fazer com que o aluno se torne capaz de analisar os fatos do mundo sem se ater a dogmas ou teorias pré-concebidas, não se influenciando por modismos passageiros e ajudando, assim, os alunos a adquirirem valores e conhecimentos significativos que o auxiliem nesta fantástica caminhada da vida.

 

Opção pelos projetos didáticos

 

O Colégio Stagio tem considerado que os conteúdos curriculares são conceitos que devem ser ensinados ao longo da escolaridade. O que temos visto é uma grande listagem de conteúdo que, pela quantidade, não permitem aprofundamento, apenas memorização ou repetição. A necessidade de trabalhar mais profundamente e de modo mais significativo com temas, buscando uma participação ativa dos alunos, fez com que optássemos por selecionar assuntos que são recortes dentro do universo do conhecimento humano.

 

Nossos projetos são desenvolvidos trimestral ou semestralmente, dentro de cada um dos anos (séries), nas várias disciplinas do currículo. Podem ser estudados dentro de uma única disciplina, bem como em todas as áreas que se interligam.

 

A partir do tema selecionado, inicia-se um levantamento de hipóteses junto aos alunos: o que já conhecem sobre o assunto e o que gostariam de aprender. Depois da sondagem, parte-se para as pesquisas na área: este é o momento para a troca de informações entre os alunos, que podem falar sobre as descobertas e dúvidas adquiridas. O professor deve conduzir o interesse da classe, fornecendo novos dados ou realizando questionamentos para novas pesquisas e reflexões.

 

Entre as atividades de projeto é sempre incluído um passeio de estudo (estudo do meio) para que se possa completar com vivência o que se estuda em sala de aula. Em um projeto sobre a “Região Sudeste”, por exemplo, realizamos um estudo do meio monitorado na própria Mata Atlântica, onde os alunos têm a oportunidade de observar a vegetação característica, visualizar a intervenção do homem na natureza, etc. Em uma outra situação, quando os alunos estão estudando sobre o “Ciclo do Café”, nós os levamos para o Vale do Paraíba, onde visitamos as fazendas cafeeiras, as senzalas, as plantações de café e o aluno pode aprender in loco sobre a matéria estudada nas aulas, assimilando de maneira profunda todo o conteúdo. Estes momentos são riquíssimos em informações e os alunos questionam e aprendem muito.

 

Outras atividades imprescindíveis dentro de nossos projetos são os vídeos, softwares multimídias e experiências ligadas ao tema.Observações e experimentos no laboratório de ciências, uso do microscópio, dissecações e criação de animais dentro da escola (tartarugas, minhocas, peixes, etc.) fundamentam ainda mais a base para o aprendizado dos alunos.

 

É importante que o aluno seja produtor do conhecimento e se habitue com a pesquisa, com a busca da informação, com a observação e experiência. É nossa função que o aluno se torne autônomo na busca do conhecimento da cultura humana. Isto o distinguirá, não apenas na vida profissional, mas como um cidadão preparado para o mundo.